domingo, 21 de junho de 2015

Filmes, Minisséries e Livros sobre Greve

Filmes

ABC da greveABC da greve
Ano: 1990
Duração: 75 minutos
Gênero: Documentário
Resumo: Documentário acompanha a greve dos metalúrgicos do ABC de 1979, desde as assembléias dos trabalhadores até as negociações de Lula e das direções sindicais com os empresários que culminam no fim da greve
O que é isso companheiro?O que é isso companheiro?
Ano: 1997
Duração: 105 minutos
Gênero: Drama
Resumo: O filme conta a história de um grupo de jovens militantes do MR-8 que, em 1969, elaboram um plano para seqüestrar o embaixador dos Estados Unidos para trocá-lo por prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura.
Ano em Que Meus Pais Saíram de FériasAno em Que Meus Pais Saíram de Férias
Ano: 2006
Duração: 110 minutos
Gênero: Drama
Resumo: O filme conta a história de um menino de 12 anos (Mauro) que é deixado pelos pais na casa do avó paterno para fugir da ditadura militar em 1970. Os pais prometem a Mauro voltar até o início da Copa do Mundo.
Cabra-CegaCabra-Cega
Nome Ano: 2005
Duração: 107 minutos
Gênero: Drama
Resumo: Com Débora Duboc e Jonas Bloch no elenco, o filme é ambientado no período da ditadura militar. A fita mostra um guerrilheiro ferido que tem de se esconder no apartamento de um arquiteto e é cuidado por uma mulher. Juntos, eles sonham com uma revolução social no Brasil.
Batismo de SangueBatismo de Sangue
Ano: 2006
Duração: 110 minutos
Gênero: Drama
Resumo: O filme é baseado no livro homônimo de Frei Betto, de 1983, vencedor do prêmio Jabuti. Ambientado na década de 1960, o filme conta a história de frades que fizeram do convento dominicano uma das mais fortes resistências à ditadura militar vigente no Brasil e apóiam a ALN (Aliança Libertadora Nacional).
Quase dois IrmãosQuase dois Irmãos
Ano: 2005
Duração: 102 minutos
Gênero: Drama
Resumo: O filme se passa no Brasil dos anos 70, quando o país vivia sob a ditadura militar e muitos presos políticos foram levados à penitenciária de Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro, onde dividiram celas com criminosos comuns.
Eles não usam black-tieEles não usam black-tie
Ano: 1981
Duração: 134 minutos
Gênero: Dama
Resumo: Baseado na peça homônima de Gianfrancesco Guarnieri conta a história de um operário que engravida a namorada e resolve se casar. Paralelamente, a empresa em que ele trabalha entre em greve e ele resolve furar o movimento para garantir o emprego, mas entra em embate com seu pai, o líder da greve.
Bye Bye BrasilBye Bye Brasil
Ano: 1979
Duração: 105 minutos
Gênero: Comédia
Resumo: O filme conta a história de três artistas mambembes que cruzam o país com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos para o setor mais humilde da população brasileira e que ainda não tem acesso à televisão. A caravana passa pela Amazônia antes de chegar a Brasília.
Terra em TranseTerra em Transe
Ano: 1967
Duração: 115 minutos
Gênero: Drama
Resumo: A trama conta a história de um jornalista e poeta que tenta mudar a situação de miséria e injustiça que assola o país ao planejar a ascensão ao governo da cidade de Alecrim de um candidato supostamente oposicionista. Inicialmente, tudo vai bem, porém problemas sociais e a corrupção arruinarão suas intenções.
PeõesPeões
Ano: 2004
Duração: 85 minutos
Gênero: Documentário
Resumo: Retrato de pessoas (daí o nome Peões) que participaram das greves do ABC em 1979 e 1980 ao lado de Lula. Não aparecem apenas companheiros do então líder sindical, mas também figuras simples, que circulavam à sua volta, como a dona do bar em que Lula costumava almoçar.
OlgaOlga
Ano: 2004
Duração: 141 minutos
Gênero: Drama
Resumo: Inspirado no livro de Fernando Morais, a produção conta a história da judia Olga Benário. Nascida em Munique em 1908, ela se tornou militante comunista na adolescência. Em 1934, foi designada por Moscou para proteger Luís Carlos Prestes durante sua volta ao Brasil.




Minisséries

Anos DouradosAnos Dourados
Ano: 1986
Duração: 20 capítulos
Gênero: Romance/Drama
Resumo: Minissérie que conta o romance entre dois jovens apaixonados (Marcos e Lurdinha). A trama, ambientada na década de 1950, também mostra a hipocrisia moral e a repressão sexual da época
Anos RebeldesAnos Rebeldes
Ano: 1992
Duração: 20 capítulos
Gênero: Drama/História
Resumo: Minissérie inspirada no livro 1968 O Ano que Não Acabou, de Zuenir Ventura, e o Carbonários, de Alfredo Sirkis, conta a trajetória de um grupo de colegas de escola desde 1964, o início da ditadura no Brasil, até 1979
JKJK
Ano: 2006
Duração: 47 capítulos
Gênero: Drama/História
Resumo: Minissérie que conta a trajetória política de Juscelino Kubitschek desde a sua infância em Diamantina (MG), as dificuldades da família, a formação em medicina até chegar à Presidência da República
Queridos amigosQueridos amigos
Ano: 2008
Duração: 25 capítulos
Gênero: Drama/História
Resumo: Minissérie baseada no romance Aos Meus Amigos, de Maria Adelaide Amaral, conta a história de um grupo de amigos no fim dos anos 80, quando o Brasil ainda enfrentava o fim da ditadura





Livros

1968 O Ano que Não Acabou1968 O Ano que Não Acabou
Autor: Zuenir Ventura
Ano: 1998
Nº de páginas: 332
Editora: Nova Fronteira
Os CarbonáriosOs Carbonários
Autor: Alfredo Sirkis
Ano: 1998
Nº de páginas: 432
Editora: Record
1968: o Ano que Abalou o Mundo1968: o Ano que Abalou o Mundo
Autor: Mark Kurlansky
Ano: 2005
Nº de páginas: 574
Editora: José Olympio
1968: Esquina do Mundo1968: Esquina do Mundo
Autor: Daniel Medeiros
Ano: 1999
Nº de páginas: 96
Editora: Editora do Brasil
Paris 1968: as Barricadas do DesejoParis 1968: as Barricadas do Desejo
Autor: Olgaria C.F. Matos
Ano: 1989
Nº de páginas: 97 páginas
Editora: Brasiliense
Rebelião Estudantil: 1968: México, França e BrasilRebelião Estudantil: 1968: México, França e Brasil
Autor: João Roberto Martins Filho
Ano: 104 páginas
Nº de páginas: 1996
Editora: Mercado de Letras
Rebeldes e Contestadores 1968: Brasil, França e AlemanhaRebeldes e Contestadores 1968: Brasil, França e Alemanha
Autor: Marco Aurélio Garcia e Maria Alice Vieira
Ano: 1999
Nº de páginas: 208 páginas
Editora: Perseu Abramo



Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/movimentoestudantil/para_assistir_ler.shtml


Outros Filmes:
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A Classe operária vai ao paraíso (1971) do diretor Elio Petri.

“Um dos filmes mais importantes do cinema político italiano. Lulu Massa é um operário vivido pelo ator Gian Maria Volonté, que trabalha duro para conseguir bônus, mas que, assim, desperta a antipatia dos colegas. Após um acidente de trabalho, ele se engaja na luta sindical.”

Fonte: https://rizoma.milharal.org/2014/06/05/quinta-de-cinema-em-greve/

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Güeros -  ALONSO RUIZPALACIOS (2014)
Uma greve estudantil que já dura meses no campus da Universidade Nacional faz com que Sombra e Santos, dois colegas de quarto, permaneçam em uma espécie de limbo em seu apartamento na Cidade do México. Mas sua rotina ociosa é interrompida pela chegada inesperada do irmão adolescente de Sombra, Tomás, expulso de casa devido a um incidente envolvendo um bebê e um balão de água. Juntos, os três inquietos jovens circulam pela cidade em busca de diversão. Vencedor dos prêmios de melhor filme de estreia no Festival de Berlim 2014 e melhor diretor estreante no Festival de Tribeca 2014.

http://www.festivaldorio.com.br/br/filmes/gueeros

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I Compagni - Mario Monicelli

Um filme muito tocante ao contar uma história de operários explorados é I Compagni, os companheiros, de Mario Monicelli, um dos top ten da minha lista pessoal de diretores de cinema. Monicelli desenrola seu enredo em Turim, final do século XIX, onde a industrialização avança para o enriquecimento dos industriais e o esforço brutal dos trabalhadores obrigados a 14 e mais horas de trabalho diário.

http://www.cartacapital.com.br/revista/848/lutas-vas-9691.html


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Outros Livros:



DESOBEDIÊNCIA CIVIL - Henry David Thoreau

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action&co_obra=2249

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http://www.ufrgs.br/cdrom/thoreau/thoreau.pdf

A DESOBEDIÊNCIA CIVIL1 "O melhor governo é o que governa menos2 " - aceito entusiasticamente esta divisa e gostaria de vê-la posta em prática de modo mais rápido e sistemático. Uma vez alcançada, ela finalmente equivale a esta outra, em que também acredito: "0 melhor governo é o que absolutamente não governa", e quando os homens estiverem preparados para ele, será o tipo de governo que terão. Na melhor das hipóteses, o governo não é mais do que uma conveniência, embora a maior parte deles seja, normalmente, inconveniente - e, por vezes todos os governos o são. As objeções levantadas contra a existência de um exército permanente - e elas são muitas e fortes e merecem prevalecer - podem afinal ser levantadas também contra a existência de um governo permanente. O exército permanente é apenas um braço do governo permanente. O governo em si, que é apenas a maneira escolhida pelo povo para executar sua vontade, está igualmente sujeito ao abuso e à perversão antes que o povo possa agir por meio dele. Basta pensar na atual guerra mexicana3 , obra de uns poucos indivíduos que usam o governo permanente como seu instrumento, pois, de início, o povo não teria consentido nesta medida.

O que é este governo americano senão uma tradição, embora recente, que se empenha em passar inalterada à posteridade, mas que perde a cada instante algo de sua integridade? Não possui a vitalidade e a força de um único homem vivo, pois pode dobrar-se à vontade deste homem. É uma espécie de arma de brinquedo para o povo, mas nem por isso menos necessária, pois o povo precisa ter algum tipo de maquinaria complicada, e ouvir sua algazarra, para satisfazer sua idéia de governo. Assim, os governos demonstram até que ponto os homens podem ser enga-nados, ou enganar a si mesmos, para seu próprio benefício. Isto é excelente, devemos todos concordar. E no entanto, este governo, por si só, nunca apoiou qualquer empreendimento, a não ser pela rapidez com que lhe saiu do caminho. Ele não mantém o país livre. Ele não povoa o Oeste. Ele não educa. O caráter inerente ao povo americano é que fez tudo o que foi realizado, e teria feito ainda mais se o governo não houvesse às vezes se colocado em seu caminho. Pois o governo é uma conveniência pela qual os homens conseguem, de bom grado, deixar-se em paz uns aos outros, e, como já se disse, quanto mais conveniente ele for, tanto mais deixará em paz seus governados. Se não fossem feitos de borracha, o comércio e o tráfico em geral jamais conseguiriam superar os obstáculos que os legisladores continuamente colocam em seu caminho. E se tivéssemos que julgar estes homens inteiramente pelos efeitos de seus atos, e não, em parte, por suas intenções, eles mereceriam ser punidos tanto quanto aquelas pessoas nocivas que obstruem as ferrovias.
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